quinta-feira, 21 de junho de 2018

FESTA JUNINA 2018

No último sábado, 16 de junho, foi realizada a Festa Junina 2018 na EMEF Duque de Caxias!!! Festa muito esperada pela comunidade escolar!!

O álbum da Festa Junina está no nosso perfil do Facebook!!


BUGADOS NO GLICÉRIO DÁ ENTREVISTA PRA TV RA TIM BUM

Assista a entrevista dos estudantes que protagonizaram o curta Bugados no Glicério!!! #Imperdível

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Educar para o mundo




Educar para o mundo.
Hoje foi trabalhado pelo coletivo: Encontro de Fronteiras. Arbitrariedade na delimitação de Fronteiras e fronteiras arbitrárias e a desigualdade.
Projeto Educação Intercultural. 
Promovendo a integração e a Interculturalidade na comunidade escolar. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. 
8 ° anos da Emef Duque de Caxias, junto com o Professor Paulo Magalhaes e os alunos do curso de Relações Internacionais da Usp, trabalhando e desenvolvendo um senso crítico na educação pública. Oficinas que levam a adquirir conhecimento e promover o empoderamento e a autonomia dos imigrantes e de todos a comunidade escolar.

Exposição "Jamaica"

Hoje foi dia dos 9 °anos, da Emef Duque de Caxias visitar a exposição guiada no Sesc 24 de Maio sobre a "Jamaica" berço de importantes correntes musicais da segunda metade do século 20: Mento, ska, rosksteady, reggae, e o dub são apenas alguns dos estilos que surgem na ilha. A complexa história se estende para além da música, e suas raízes penetram profundamente nos dias da escravização do povo negro, remetendo as formas tradicionais de canção e dança herdadas da colonização. Com curadoria de Sébastien Carayol.
Uma Exposição concebida pela Cité de La musique - Philharmonie de Paris, produzida e realizada pelo Sesc São Paulo.

terça-feira, 29 de maio de 2018

FADAS DO DEBOCHE SÃO ALUNAS DO DUQUE!!!

Desenvolvendo uma projeto sobre "Linguagens Digitais: Memes" com os 7ºs e 8º anos, a professora de informática educativa, Janaína Monteiro, foi informada por um de seus alunos, Ryan Paz (8ºA) sobre as Fadas do Deboche. Pra surpresa da professora Janaína e de outros estudantes, a mais nova sensação de memes são suas alunas Erivânia e Edvânia do 4º e 5º ano!!!

Os estudantes do Imprensa Jovem realizaram uma entrevista com as meninas há 2 semanas, e Branquinha e Bebeu (apelido das meninas) contaram como começou essa história, o que elas estão achando de ser memes e como os colegas de escola reagiram a notícia!!

Para saber mais acesse essa artigo sobre as Fadas do Deboche.

 Assistam a entrevista, deixem seu like, comentem e compartilhem!!!

sábado, 26 de maio de 2018

Atividade de campo com alunos da EJA

http://entretantoeducacao.com.br/atividade-campo-alunos-eja/
Cerca de 60 estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Duque de Caxias, da Diretoria Regional de Educação (DRE) Ipiranga, participaram pela primeira vez de uma aula pública pela região central da cidade de São Paulo. A iniciativa, realizada no período noturno, integra meu trabalho pedagógico como professor de Geografia na unidade escolar.

Estes alunos têm idades entre 15 a 65 anos de idade. Boa parte deles não são brasileiros: são imigrantes vindos, principalmente, dos continentes africano e asiático. Outros são de países da América do Sul e América Central. Já os brasileiros representam cidades da região Nordeste e Norte do país. Ao todo, a escola possui estudantes de 20 nacionalidades diferentes.


Os alunos foram caminhando da escola até a Praça da Sé. O trajeto dura cerca de 15 minutos. Lá, acompanhado dos docentes Guilherme Expedito e Camila De Oliveira Mori, falei sobre os processos de urbanização e sobre o local ser o marco zero da cidade de São Paulo.

A importância de valorizar o espaço público vem de encontro com um trabalho que desenvolvo desde 2016, com minhas aulas públicas pela capital paulista, ocupando os espaços e dando voz à essa população economicamente e socialmente vulnerável. Muitos vivem em ocupações, cortiços, pensões ou kitnets, e alguns destes locais chegam a ser insalubres. Conscientizá-los é oferecer o direito à cidadania.

Na sequência da aula, todos foram assistir à peça “Muro de Arrimo”, no Centro Cultural do Banco do Brasil. Dirigida por Alexandre Borges, a peça narra a história de um trabalhador da construção civil durante a Copa do Mundo de 2014, especialmente no dia do jogo fatídico entre Brasil x Alemanha, em que a seleção brasileira foi goleada por 7×1. Enquanto trabalha construindo um grande muro, o pedreiro escuta o jogo em seu rádio de pilha. O personagem encenado pelo ator Fioravante Almeida contrasta momentos de euforia e meditação, já que apostou metade do seu salário na vitória do Brasil.

O momento foi de emoção, pois boa parte dos estudantes que participaram da aula pública se identificou com a história. Muitos desses alunos nunca haviam tido a possibilidade de assistir a uma peça teatral. Além disso, vários deles são profissionais da construção civil, principalmente os estudantes estrangeiro.

A partir destas aulas públicas e das visitas aos espaços culturais, verificamos como o sentimento de pertencimento dos alunos aumentava, pois eles agradeciam e nos pediam por mais atividades neste formato. A relação dos alunos brasileiros com os alunos estrangeiros tornou-se mais amável e notei que, nas atividades com cartografia, os brasileiros passaram a ajudar os estrangeiros a confeccionarem os mapas. Isso também incentivou outros professores a pensarem em aulas diferenciadas, com visitas aos locais que contenham histórias relacionadas às suas disciplinas


Outra importância fundamental de se promover aulas diferenciadas ao EJA é tentar sair da “redoma de vidro” que pode existir neste modelo de ensino, articulando atividades feitas com outros estágios de ensino e inovando. Afinal, quem imaginaria que seria possível promover uma aula em plena Praça da Sé, durante a noite? O local é reconhecido pelos casos de violência urbana, pela falta de moradia e de alimentação. Entramos nesse espaço, desafiamos todos os cenários e removemos as “barreiras” criadas pela desigualdade social.


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Emef Duque de Caxias, com o projeto "A Arte de Ocupar o espaços educativos na metrópole", estará participando e colaborando com suas práticas e experiências. Prof°. Paulo Magalhães. Participem!! Inscrições Abertas! Acesse: http://www.icloc.org.br/congressoicloc Participem!!

Emef Duque de Caxias, com o projeto "A Arte de Ocupar o espaços educativos na metrópole", estará participando e colaborando com suas práticas e experiências. Prof°. Paulo Magalhães.
Participem!!
Inscrições Abertas! Acesse:
http://www.icloc.org.br/congressoicloc
Participem!!

Alunos da Emef Duque de Caxias, conhecem o CCBB dentro do projeto " A Arte de Ocupar o espaços educativos na metrópole"

Alunos da Emef Duque de Caxias, dentro do projeto " A Arte de Ocupar o espaços educativos na metrópole" e com suas aulas públicas, durante a semana de 08 a 11 de Maio, foram acompanhados pelo prof Paulo Magalhães, Joyce SantosKleber SilveiraFabiana Castro e Alessandra Zacharias a visita ao Ccbb, exposição sobre a Ex Africa. Nos acompanharam alunos do 5°, 8° e 9° nesses tres dias, com aulas tematicas antes da visita em sala de aula e uma Aula Pública nas imediações da Praça da Sé. A exposição tocou muitos de nossos alunos que viveram no continente africano e que tem familiares que residem no continente, alem de grande número de alunos negros e afrodescendentes que estudam na nossa Emef.
A exposição Ex Africa traz ao CCBB um essencial panorama da arte contemporânea do continente e da identidade da África moderna, marcada por uma diversidade de encontros culturais e interações, por processos de intercâmbio e aculturações, através da recente produção de 18 jovens artistas, vindos de 8 países africanos. A eles se juntam também dois artistas afro-brasileiros, Arjan Martins e Dalton Paula.
(Fotos dos alunos, prof Paulo, Joyce e Kléber)
Obrigado Ccbb.










Visita da Emef Duque de Caxias, a exposição Ex- Africa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Hoje foi dia dos 9° anos no CCBB, contrariando todas as posições negativistas, a visita foi magnífica onde nossos alunos mergulharam e encantaram-se com a exposição ex-áfrica viajando com o conteúdo aprendido em sala de aula



quinta-feira, 3 de maio de 2018

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Bugados no Glicério estréia dia 07 de maio no Cine Olido

Boa tarde meus amigos e amigas, finalizamos nosso curta metragem 2017. Os alunos do projeto o Grito do Glicério em parceria com as oficinas de comunicação (Rosemeire Almeida e Marco Ribeiro). Eu, Leticia Ferraz, tive a sorte de ser uma das protagonistas desse projeto sendo uma das atrizes e trabalhar com essa equipe maravilhosa !!! Não percam a estréia no dia 07 de maio "Bugados no Glicério" no Cine Olido as 19h!!! IMPERDÍVEL

Por Marco Ribeiro:
Dia 07 de Maio ( segunda-feira) Pré estréia do Curta
"Bugados no Glicério" - Cine Olido às 19h - Gratuito
Pré adolescentes da escola municipal da Baixada do Glicério constroem através de oficinas o argumento, roteiro, produção e atuaram. El@s decidiram abordar assuntos como: gravidez na adolescência, preconceito racial e socio econômico, pensamentos suicidas, bullyng e
assédio.
O Processo
Realizamos oficinas c­riativas semanais dur­ante todo o ano de 20­17 juntos aos alunos ­do Ensino Fundamental­ da EMEF Duque de Cax­ias localizada no bai­rro do Glicério. A pe­rspectiva foi de prot­agonismo dos alunos e­ alunas no tocante a ­definição do tema, ar­gumento, roteiro e at­uação. Contamos com o­ apoio e participação­ do Projeto Grito do ­Glicério (prof. Janaí­na e Prof. Nilson). E­ste projeto existe na­ escola há dez anos e­ vem criando ações qu­e busquem interfaces ­de atuação com a comu­nidade.
As oficinas ocorreram­ todas as quartas-fei­ras (a partir do mês ­de março/2017) e envo­lveram pré adolescent­es de 10 a 17 anos, c­om o objetivo de real­ização de uma ficção ­onde o grupo foi defi­nindo os temas e argu­mentos presentes no f­ilme: racismo, pensa­mentos suicidas, grav­idez na adolescência ­e relações homo afeti­vas.
O Curta­
Sinopse: Brasil. São ­Paulo. 2018 Um grupo­ de adolescentes do B­aixo Glicério povoam ­encontros com históri­as de suas vidas pelo­ bairro. Os muros gra­fitados, espigões que­ não param de subir, ­casas antigas colorid­as, becos e escadas s­ão o pano de fundo de­ um cotidiano rechead­o de dramas: racismo,­ preconceitos, não ac­eitação de diversidad­es e de festa. E eles­ vão fazer a festa do­ ano que lev­arão para o resto de ­suas vidas...

Ficha Técnica­
Duração: 17m30s­
Direção: Marco Ribeir­o e Rose Almeida
Direção de Arte: Paulo Aliende
Pós Produção: Sergio Gagliardi-Gag e Wellington Darwin Well Darwin - DGT
Pós Produção áudio: Fábio Rouge
Roteiro: Luis Silva
Produção: Nana DellaGatta

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Aula Pública, com produção de um documentário pela Net Claro Educação - tema “Conhecendo o Território do Glicério e suas Transformações Urbanísticas”

Aula Pública, dia 21/02/2018, com produção de um documentário pela Net Claro Educação.
.
Com o tema “Cidade e Território”, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Duque de Caxias, situada no bairro do Glicério, centro da cidade de São Paulo, realizou na quarta-feira, 21 de fevereiro, mais uma aula pública para seus alunos e pessoas da comunidade. Ministrada pelo Professor de Geografia, Paulo Roberto Magalhães, a aula reuniu cerca de 150 pessoas e percorreu ruas do entorno da escola.


A aula começou com a apresentação dos muros da unidade, grafitado com desenhos elaborados dos alunos da EMEF e pintados por artistas urbanos. O professor Paulo Magalhães explicou como foi o processo e a trajetória que levou as paredes externas a estarem coloridas e sem pichações. A valorização e o respeito ao espaço escolar, segundo o professor, é uma das maiores conquistas dos estudantes. O aluno Vito Gomes da Silva, 13, da 8ª série, que ajudou a fazer os desenhos, disse que “é legal [ter um desenho meu exposto] porque eu me lembro do dia. Além disso, as pessoas passam, olham e gostam muito”.


Ao passar pela Igreja Nossa Senhora da Paz, os alunos ouviram o Padre Antenor João Dalla Vecchia, coordenador da Casa do Migrante, ONG que faz trabalho voluntário com refugiados e estrangeiros em situação de vulnerabilidade, falar sobre preconceito, xenofobia, intolerância e a superação da violência. Ele frisou o trabalho de acolhimento que a EMEF Duque de Caxias faz com seus alunos estrangeiros e os incentivou a conhecer e respeitar novas culturas.
A aula ainda passou pela Vila Suíça, Rua dos Estudantes e pela escadaria Anita Ferraz. Para Valenka Pierre, estudante haitiana da 8ª série, ter aulas na rua é mais interessante do que na sala. “A gente se sente mais livre para entender as coisas”, conta Valenka.


De acordo com o Professor Paulo Magalhães, as pessoas passaram a perder o receio de caminhar pelo Glicério após a ocupação dos espaços públicos promovida pela EMEF. “É muito legal ver que as aulas estão atingindo seus objetivos quando vemos que as crianças estão mais confiantes. Para mim e para os alunos é uma conquista”, ressalta Paulo.
















O TEMA da aula dessa quarta feira nas ruas e vielas do bairro, foi elaborada sob o tema
 “Conhecendo o Território do Glicério e suas Transformações Urbanísticas”, os estudantes da EMEF percorreram os muros da escola narrando a trajetória dos desenhos que o cobrem – produzidos por eles mesmos em sala.
Estiveram presente mais de 150 alunos – entre alunos, docentes, gestores, integrantes de coletivos locais e moradores da comunidade do Glicério. Alunos paquistaneses, sírios e haitianos também integraram a expedição, que irá passar pelas ruas Anita Ferraz e dos Estudantes – com suas escadarias e consolidada como uma das primeiras ruas de lazer da capital paulista – e terminaremos na Vila Suíça, considerada pelo docente como um patrimônio do bairro e a Igreja Nossa Senhora da Paz onde está a Casa do imigrante.
Projeto acontece desde 2011 e já percorreu diversos pontos da cidade.
Eu prof de geografia analiso a importância de um projeto que transforma a cidade em lugar de aprendizado permanente. “As próprias crianças percebem que a aprendizagem não é só deles, e se expande para quem está fora da escola. Todos têm o direito de ouvir e aprender, e muitos não tiveram a oportunidade de estar dentro da escola. É fundamental que a educação saia desse círculo fechado e se amplie para o espaço urbano.”
Agradeço aos professores Claudia Rge Franchini 4B, Joyce Santos 5C Janete Moura 4 A, Reginaldo Viana 4 D, Fabiana Castro 5 A, Vivian 5 D, Alessandra Zacharias e as estagiárias do Cefai Luciana Santos e Ligia Queiroz da SPDM e a prof. Edilene De Oliveira Ortolani de Artes e a gestão da Emef Duque de Caxias e a todos os professores

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Aula Pública dia 21/02/2018 - Quarta feira as 09:00 hs


Aula Pública, dia 21/02/2018 as 09:00, com produção de um documentário pela Net Claro Educação, venham participar!!
O TEMA da aula do dia 21 quarta feira nas ruas e vielas do bairro, sera elaborada sob o tema “Conhecendo o Território do Glicério e suas Transformações Urbanísticas”, os estudantes da EMEF irao percorrer o muro da escola narrando a trajetória dos desenhos que o cobrem – produzidos por eles mesmos em sala.
Cerca de 100 pessoas estarão presentes – entre alunos, docentes, gestores, integrantes de coletivos locais e moradores da comunidade do Glicério. Alunos paquistaneses, sírios e haitianos também integraram a expedição, que irá passar pelas ruas Anita Ferraz e dos Estudantes – com suas escadarias e consolidada como uma das primeiras ruas de lazer da capital paulista – e terminaremos na Vila Suíça, considerada pelo docente como um patrimônio do bairro.
Projeto acontece desde 2011 e já percorreu diversos pontos da cidade.
Eu prof de geografia analiso a importância de um projeto que transforma a cidade em lugar de aprendizado permanente. “As próprias crianças percebem que a aprendizagem não é só deles, e se expande para quem está fora da escola. Todos têm o direito de ouvir e aprender, e muitos não tiveram a oportunidade de estar dentro da escola. É fundamental que a educação saia desse círculo fechado e se amplie para o espaço urbano.”
Fotos e montagem do material de Tiago Reivax.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Aula pública sobre a cidade de São Paulo e sua área metropolitana.

Portal Entretanto de 02/02/2018
https://www.entretantoeducacao.com.br/aula-publica-sobre-cidade-de-sao-paulo-e-sua-area-metropolitana/

Em 2017, encerrei um projeto, idealizado juntamente a outros educadores e intitulado “A arte de ocupar os espaços educativos na Metrópole”, levando 90 alunos da Escola Municipal Duque de Caxias, localizada no bairro do Glicério, em São Paulo (SP) para uma visita monitorada em uma das unidades do Serviço Social do Comércio (Sesc) 24 de Maio, localizado na região da República, no Centro da capital paulista. Lá, estes estudantes puderam conferir a exposição “São Paulo não é uma Cidade”. Neste espaço, fizemos uma aula pública.



DenSinto que, influenciados talvez por isto, outros professores também estão tomando a iniciativa de levarem seus alunos para a rua. Estou recebendo muitos convites para dar a aula pública em outras escolas, além de palestras em universidades, lugares onde pude mostrar que é possível buscar a transformação da escola pública. Algumas universidades que conheci têm incentivado seus alunos e professores a se articularem para criarem as suas redes locais e, com isso, irem mais para o espaço público.

Quando me perguntam o que é necessário para as aulas acontecerem, digo que apenas articulação local e organização. Sair da escola qualquer um sai, mas dar uma aula pública já é diferente. Além de criar laços com os agentes da região, é necessário preparar a aula, pesquisando e estudando sobre o local a ser desbravado.

Nesta atividade de encerramento, cerca de 130 pessoas estiveram presentes – entre alunos, docentes, gestores, integrantes de coletivos locais e moradores da comunidade do Glicério,  além de alunos paquistaneses, sírios, haitianos, chineses e de outras nacionalidades que integraram com os alunos da EMEF.  Passamos pelas ruas Anita Ferraz e dos Estudantes– com suas escadarias e consolidada como uma das primeiras ruas de lazer da capital paulista – e terminou na Vila Suíça. Dentro deste projeto, as Aulas Públicas acontecem mensalmente e, nelas, estamos desencadeando nos alunos um processo de reconhecimento e ocupação do espaço público, principalmente na região do Glicério, considerada uma das mais vulneráveis do centro da cidade.

Antes desta aula, caminhamos pelos arredores da instituições e passeamos de ônibus. Ainda na mesma semana, desenvolvemos outras aulas públicas aprofundadas no tema “Cidade, Metrópole, Megalópole e Campo/Cidade”, mesma temática trabalhada no Sesc.


Com saídas regulares pelo entorno da EMEF, os alunos conhecem os equipamentos públicos e culturais dos arredores da escola (como o Museu Catavento, Sesc Parque Dom Pedro II, Sesc Carmo,  Sesc 24 de maio, Câmara Municipal de São Paulo, Centro Cultural Banco do Brasil, Caixa Cultural, Sala São Paulo, Museu da Imigração Japonesa, Centro de Gerenciamento do Metrô, Instituto Tomie Othake, MuBE, Solar da Marquesa de Santos, Museu do Transporte entre outros) e pudemos ocuparmos a Vila Suíça, e todo o seu entorno, para a realização de uma aula pública, contando histórias sobre o bairro.

Sinto que, influenciados talvez por isto, outros professores também estão tomando a iniciativa de levarem seus alunos para a rua. Estou recebendo muitos convites para dar a aula pública em outras escolas, além de palestras em universidades, lugares onde pude mostrar que é possível buscar a transformação da escola pública. Algumas universidades que conheci têm incentivado seus alunos e professores a se articularem para criarem as suas redes locais e, com isso, irem mais para o espaço público.

Quando me perguntam o que é necessário para as aulas acontecerem, digo que apenas articulação local e organização. Sair da escola qualquer um sai, mas dar uma aula pública já é diferente. Além de criar laços com os agentes da região, é necessário preparar a aula, pesquisando e estudando sobre o local a ser desbravado.

Nesta atividade de encerramento, cerca de 130 pessoas estiveram presentes – entre alunos, docentes, gestores, integrantes de coletivos locais e moradores da comunidade do Glicério,  além de alunos paquistaneses, sírios, haitianos, chineses e de outras nacionalidades que integraram com os alunos da EMEF.  Passamos pelas ruas Anita Ferraz e dos Estudantes– com suas escadarias e consolidada como uma das primeiras ruas de lazer da capital paulista – e terminou na Vila Suíça.